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Prefeito tem contas rejeitas

15 de agosto de 2012
















O
Pleno do Tribunal de Contas dos Municípios, na sessão
desta terça-feira (07/08) votou pela
rejeição
das
contas da
Prefeitura
de Santa Cruz Cabrália
relativas
ao
exercício
financeiro de 2010
,
sob a responsabilidade de
Jorge
Monteiro Pontes,
no
período de 01/01/10 a 14/06/10 e de 15/07/10 a 131/12/10, e de
Maria
Ozelia Teixeira da Cruz,
no
período de 15/06/10 a 14/07/10.


O
relator do processo, Conselheiro Raimundo Moreira, solicitou
representação ao Ministério Público,
decidindo ainda pela aplicação de
multa
no
importe
de
R$ 15.000,00 a

Jorge
Monteiro Pontes, além de

ressarcimento aos cofres públicos municipais com recursos
pessoais, no montante de
R$599.975,13,
enquanto multa de R$ 3.000,00 a

Maria
Ozélia Teixeira da Cruz,

e ressarcimento aos cofres públicos, com recursos pessoais, do
montante de
R$1.381.713,78.


Determinou
ainda à atual Administração Municipal a
devolução com recursos do próprio município,
no prazo de até 30 dias do trânsito em julgado deste
decisório, para a conta bancária do
FUNDEB,
o
valor de
R$531.065,48,
em
função de irregularidades na comprovação
dos gastos realizados com os recursos do Fundo neste exercício,
bem como, a devolução ao referido fundo e à
conta do FUNDEF, das demais glosas ocorridas em exercícios
anteriores, listadas no relatório.


Foi
demonstrado que do total de
R$43.776.221,00,
estimado para a receita, foi
arrecadado
apenas o montante de
R$36.570.330,04,
correspondendo a uma frustração da
arrecadação
no valor de
R$7.205.890,96,
ou seja, aproximadamente
16,00%
abaixo
do valor previsto no orçamento.


As
despesas realizadas alcançaram
R$33.832.455,33,
correspondente a
77,29%
do
valor fixado na Lei Orçamentária, indicando a
necessidade de um melhor planejamento por parte da administração,
com a finalidade de atender as determinações da Lei nº
4.320/64 e Lei Complementar nº 101/00.


Inúmeras
irregularidades foram detectadas
,
sendo
que durante a gestão de Jorge Pontes, as
consignadas
nos relatórios elaborados pela equipe técnica deste
TCM, e por ele não descaracterizadas, mormente as relacionadas
a aplicação de recursos na manutenção e
desenvolvimento do ensino abaixo do limite mínimo exigido.


Aplicação
de recursos na remuneração dos profissionais do
magistério abaixo do limite mínimo exigido; aplicação
de recursos em ações e serviços públicos
de saúde abaixo do limite mínimo exigido; abertura de
créditos suplementares sem autorização
legislativa; despesas com pessoal acima do limite estabelecido;
contratação irregular de pessoal; processos de dispensa
e/ou inexigibilidade não encaminhados ao Tribunal; processos
licitatórios não encaminhados ao Tribunal; casos de
ausência de licitação; ausências de
contratos de prestação de serviços e outros
documentos exigidos nos procedimentos licitatórios; despesas
com juros e multa por atraso de pagamento; concessões de ajuda
de custo para tratamento de saúde fora do domicílio em
desacordo com a legislação; ausências de notas
fiscais eletrônicas; ausências dos Relatórios
Mensais do Controle Interno e precariedade do Relatório Anual;
ausência de consolidação das contas dos fundos
municipais; inconsistências dos registros contábeis;
reincidência na baixa cobrança da dívida ativa;
ausências dos Pareceres dos Conselhos Municipais do FUNDEB e da
Saúde.


Quanto
à gestora à ausência de prestação
de contas das receitas e despesas e consequentemente atendimento das
normas legais, no período que esteve exercendo o cargo de
Prefeita.


Cabe
recurso da decisão.





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