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Jornalista Merval Pereira considera que é impossível uma democracia forte sem o acesso do público às informações.

4 de outubro de 2011













Entre os principais temas
do III Seminário de Comunicação dos Tribunais de
Contas do Brasil, os participantes debateram sobre “Transparência:
Divulgação da Sessão Plenária”, na sede
do TCE-RJ. A mesa-redonda sobre o assunto teve como convidado
especial o jornalista Merval Pereira.



O presidente do TCE-PR e
coordenador do Grupo de Comunicação Institucional (GCI)
do Promoex, Fernando Guimarães, foi o mediador do debate.
Também compuseram a mesa o presidente do TCE-RJ, Jonas Lopes
de Carvalho Junior, e o presidente em exercício da Atricon e
vice-presidente do TCE-MT, Antonio Joaquim Moraes Rodrigues Neto.



Merval afirmou que não
há dúvida de que hoje a democracia é digital.
“Atualmente é impossível imaginar uma democracia
forte sem o acesso do público às informações”,
destacou ele, que trabalha no jornal O Globo, na GloboNews e na rádio
CBN, além de ter sido eleito recentemente para a Academia
Brasileira de Letras.



Ele ressaltou que o
Brasil tem muito a avançar em projetos de transparência,
e citou a política adotada pelos governos norte-americano e
mexicano. “O governo dos Estados Unidos tem um site, lançado
no início da gestão de Barack Obama, que inclui todos
os documentos oficiais. O cidadão americano tem condições
de pesquisar qualquer coisa, fazer consultas; é um dos sites
mais avançados do mundo. O México tem a principal
legislação de acesso a documentos públicos, a
tal ponto que um cidadão pode requisitar qualquer documento
mesmo com pseudônimo, porque o pressuposto é que
documentos governamentais devem ser públicos. O Brasil, numa
recente pesquisa do Instituto Universidade Europeia de Florença,
está muito atrás, em 55º lugar, junto com a Índia
e a China.”



Merval defendeu a
transmissão das sessões plenárias ao vivo pelos
tribunais de contas. “A democracia no Brasil ainda é nova e
é bom para o nosso processo político a transmissão
das decisões. É importante que a sociedade exija
transparência. Na Copa do Mundo, por exemplo, cada vez que o
TCU (Tribunal de Contas da União) ou um Tribunal de Contas do
Estado embarga uma obra é importante que fique claro que está
defendendo o dinheiro público, que a decisão não
é contra a Copa, para não ficarem expostos à
manipulação política. Quanto mais aberta for a
informação, é melhor para vocês (tribunais
de contas) e para a sociedade”, concluiu.







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