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Irmãos Macêdo comemoram Dia dos Pais no TCE/TCM

09/08/2019

Os conselheiros Plínio Carneiro Filho, presidente do TCM, e Marcus Presídio, do TCE, participaram da comemoração com os funcionários.

 

Imagine um pai que foi, ao mesmo tempo, engenheiro mecânico, inventor e músico, deixando um maravilhoso legado para o Carnaval da Bahia: o trio elétrico. Imagine agora que esse mesmo pai legou aos filhos o talento inato para a música, mantendo a tradição da folia trieletrizada por quase 70 anos. Tanta história e criatividade em torno de uma família que, por décadas, animou a festa de rua mais popular do planeta mereceu, no Café com Prosa “De Pai para Filho” em celebração ao Dia dos Pais, na sede do TCE e do TCM, a justa homenagem a Osmar Macêdo e aos seus filhos artistas: Armandinho, Aroldo, Betinho e André Macêdo.

O evento foi aberto pelo Coral Vozes do TCE e TCM, regido pelo maestro Neemias Couto. Os coristas entoaram as canções “Como é grande o meu amor por você”, de Roberto Carlos; Chame Gente, de Moraes Moreira, e Menino do Pelô, de Gerônimo. Em seguida, o mediador do Café com Prosa, Francisco Senna, assessor especial do TCM, convidou o vice-presidente do TCE, conselheiro Marcus Presídio, representando o presidente do TCE/BA, Gildásio Penedo Filho, e o presidente do TCM, Plínio Carneiro, para darem as boas-vindas aos servidores.

O conselheiro Plínio Carneiro agradeceu a presença dos servidores das casas co-irmãs e relembrou que a história da família Macedo é um exemplo para a cultura da Bahia. “Para mim é grande a satisfação de festejar, neste evento em homenagem aos pais servidores do TCE e TCM, com a presença da família Macêdo, que inovou no Carnaval da Bahia, continuando a missão de Osmar. Como pai de dois filhos, posso dizer que não há nada melhor do que a convivência familiar, que me renova a alegria de viver. Aproveito para fazer uma homenagem a meu pai, conselheiro aposentado do TCM, que moldou o meu caráter e muito contribuiu com a minha maneira de ser”, disse o conselheiro-presidente do TCM/BA.

Na sequência, o vice-presidente do TCE/BA, conselheiro Marcus Presídio, saudou os pais servidores, relembrando o verdadeiro sentido do amor incondicional de pai para filho. “Eu perdi meu pai quando tinha 14 anos de idade, em 1982. A partir daquele ano, eu achei que Dia dos Pais não mais existiria na minha vida. Em 1998, nasceu a minha primeira filha. E me lembro que, na ocasião, um amigo me disse: Você agora vai sentir de verdade o que é o amor incondicional. Ele estava certo. Eu tenho três filhas. E quando olho para elas, me pergunto: de onde será que vem tanto amor? É com muito carinho que as duas Casas co-irmãs se encontram nesse Café com Prosa. Agradeço a todos”, disse o conselheiro Marcus Presídio.

Se o Café com Prosa em homenagem ao Dia dos Pais fosse resumido em uma única palavra, essa palavra seria alegria. De início, uma surpresa: diretamente da Itália, Armandinho, um dos melhores guitarristas do mundo, deu um alô via webcam, desejando a todos os pais servidores um ótimo evento. E mandou o recado: “Meu pai foi um paizão, ele criou os filhos da alegria. Foi uma pessoa muito grande, que passou parte da vida resolvendo problemas. Obrigado a todos vocês e um forte abraço!”.

Daí em diante, a prosa esquentou o humor do público, que se deliciou com os diversos “causos” e músicas que contam a trajetória de 45 anos dos irmãos que jamais deixaram de tocar juntos. Com seu espírito de Professor Pardal, Osmar era, antes de tudo, uma mente criativa. Aroldo Macêdo lembra que o inventor do Trio Elétrico, com o eletrotécnico Dodô, cresceu vendo o pai, mecânico, mexer em máquinas. E então acabou escolhendo dois caminhos: a mecânica e a música. Ao aperfeiçoar a técnica, desenvolveu inúmeras ferramentas que solucionaram problemas de engenharia. “Meu pai solucionou diversos problemas de engenharia na construção do Teatro Castro Alves, da Ponte do Funil, do Centro Administrativo da Bahia, nas gavetas de atracação do Ferry Boat e até no metrô de Miami”, lembrou Aroldo Macedo.

De espírito irrequieto, Osmar nunca desistiu de seus inventos. Tanto é que, com o apoio do eletrotécnico Dodô, inventou a guitarra na mesma época que os americanos. É como resume a música: “Dois baianos, sem compromisso, descobriram que o cepo maciço evitava o fenômeno de microfonia. E assim, com o nome de pau elétrico, nasceu um dia a guitarra na Bahia”. Em 1950, a velha fobica ganhou as ruas e a alegria do povo de Salvador. O trio elétrico cresceu para uma caminhonete, depois caminhão, assumindo a forma de carreta. Uma trajetória de amor à arte, ao Carnaval, de muita música e nenhuma patente. “Uma vez perguntaram a meu pai se ele tinha ficado rico com a patente do trio elétrico. Ele respondeu: O trio elétrico não tem patente. Eu doei a patente ao povo”.

Entre uma história e outra, o público cantou com a família Macêdo vários sucessos do Carnaval baiano que marcaram época: “Vassourinha, Pombo Correio, Zanzibar, Vida Boa, finalizando com Chame Gente. Virtuose da guitarra baiana, Aroldo Macedo tocou os hits da folia acompanhado dos músicos Gustavo Farias, servidor do TCE/BA, Sávio Assis e Peu Matias, da Escola de Música Irmãos Macedo, projeto social tocado pela família. No final do evento, a Sala de Treinamento da ECPL foi só alegria quando os irmãos finalizaram com Chame Gente.

No final do evento, o mediador Francisco Sena fez um agradecimento especial ao servidor Luiz Fernando Pinheiro (Cedasc), primo dos irmãos Macêdo, que os convidou oficialmente para a participação no evento Café com Prosa, e a Evellyn Figueredo (Cerimonial), pela organização do evento. A família recebeu flores e o livro institucional Cidade da Bahia, produzido pelo TCE/BA.

DEPOIMENTOS

Esse ano o Trio Elétrico comemora 70 anos, e nós estamos com essa alegria. O velho Osmar deixou essa missão em nossas mãos, esse grande pai que a gente teve, essa pessoa maravilhosa. A gente tem a maior felicidade de ter convivido com ele. Então hoje a gente conta um pouco dessa história que influenciou e deu uma identidade ao carnaval da Bahia”.

Aroldo Macedo

Esse é um grande evento, vamos falar do nosso grande velho, Macedão, que tem todo esse legado que deixou para a Bahia com a criação do Trio Elétrico e da Guitarra Baiana, com o seu amigo Dodô. E no lado da construção civil, ele era um grande inventor e construtor de peças. Trabalhou em grandes obras como o Teatro Castro Alves e a Ponte do Funil. O maior legado que ele deixou para os filhos foi o de respeitar as pessoas”.

André Macedo

 

 

 

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