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TCM e TCE prestam homenagens às mães

9 de Maio de 2019

Um café, temperado com prosa e enriquecido com poesia sob o comando de Mabel Velloso, educadora, escritora, compositora e cordelista baiana – filha de Dona Canô – marcou as comemorações pela passagem do Dia das Mães no Tribunal de Contas do Estado da Bahia e no Tribunal de Contas dos Municípios. Mabel Velloso fez uma palestra para as mães que trabalham nas duas cortes de contas e emocionou a todos relatando a convivência com Dona Canô, que morreu em 2012, aos 105 anos.

 

Das alegrias da vida a alegria maior/Foi parir minhas meninas/Dos cuidados da vida o cuidado maior/Foi criar minhas meninas/Dos receios da vida o receio maior/Ver crescer minhas meninas/Das tristezas da vida a tristeza maior/Ver chorar minhas meninas/Das esperanças da vida a esperança maior/Ver viver minhas meninas”, citou para definir o que era ser mãe.

A homenagem antecipada pelo Dia das Mães, que é comemorado no segundo domingo de maio, foi organizado pela Associação dos Servidores do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia (Astecom) e pela Asteb – Associação dos servidores do Tribunal de Contas do Estado da Bahia. Os conselheiros Plínio Carneiro Filho, presidente do TCM e Gildásio Penedo Filho, presidente do TCE prestigiaram o encontro.

 

O conselheiro Plínio Carneiro Filho, aproveitando o caráter cultural e poético do evento, saudou as mães-servidoras recorrendo a um trecho do poema “Mãe”, do poeta gaúcho Mário Quintana; “Todo o bem que se disser/Nunca há de ser grande/Como o bem que ela nos quer”, uma verdade, segundo ele, que “por mais que falarmos, será pouco para reconhecer o imenso carinho, cuidado, acolhimento, amor dedicado pelas mães. Amor que nos reconforta, que nos renova a cada dia dessa grande aventura humana, que é viver. Eu não sei como elas conseguem tanta força para irradiar tamanha energia. Fico imaginando como estas mulheres, depois de uma longa jornada de trabalho, conseguem ainda disposição para cuidar de seus filhos”, concluiu.

O evento, ocorrido na sala de treinamento da ECPL, teve como mestre de cerimônias o historiador Francisco Senna, que deu início às atividades com um questionamento sobre o que é ser mãe. Emocionada, Mabel Velloso, que tem três filhas, dois netos e um bisneto sendo gestado, respondeu com poesia. Dona de um espírito livre, Mabel pontuou a apresentação sempre com belas revelações poéticas:

É bom se emocionar. Quando a gente deixa de se emocionar, é porque não está mais vivendo direito. A emoção faz parte da vida. Me emocionei desde o momento que o Coral cantou Ofertório, de Caetano. E me emociono também com essa homenagem a todas as mães servidoras. Mães que se desdobram em muitas, que cuidam, acolhem e ainda trabalham. É uma alegria falar sobre minha mãe. E falar dela me remete à lembrança de meus pais. Foram casados por 53 anos e viviam de mãos dadas. Tomavam sopa de mãos dadas. Eu cresci impregnada daquela felicidade”.

Durante o bate-papo, Mabel revelou que herdou um pouquinho de cada um de seus pais, como os poemas do pai e as canções da mãe, mas a felicidade conjugal não era hereditária, apesar de se realizar como mãe de três filhas. A escritora lembrou do poema DNA, que traduz esse sentimento: “Sempre tive muita fé na vida/ Esperei sempre ser feliz/ Meu pai e minha mãe ali juntinhos/ Derramando carinho sobre nós…/ Só me tornei triste e amarga/ Quando descobri que a felicidade não é hereditária”.

Sobre a vida em família, a escritora revelou que a sua casa estava sempre aberta para festas, com mesa farta. Ela lembrou que a mãe acolhia quem chegasse e fez alusão à vida dos apóstolos. “É engraçado que lá em casa, na mesa, nós, almoçando, vivíamos o Evangelho. Este mês de maio é o mês em que os filhos devem obedecer às mães. Não deixem que eles se sentem à mesa com seus celulares. Queiram abraços e beijos. E recusem as mensagens!!!”, aconselhou, em meio a aplausos.

Mabel Velloso disse que sempre quis ensinar. E que depois de se formar, em 1955, resolveu voltar para Santo Amaro para lecionar. Sua alma de poeta não permitiu que ela reproduzisse, em sala de aula, uma cultura baseada em contos de Rapunzel, com aqueles cabelos lisos e louros. “Eu tinha de contar histórias que tivessem a ver com a vida das crianças do Recôncavo. Eu precisava que as crianças, quase todas negras, entrassem na história. Saía com meus alunos para mostrar a rua, o rio. Dava dever de casa e prazer de casa. E continuo ensinando até hoje. Hoje falo sobre poesia. A ideia é fazer com que meus alunos sonhem e cantem”, disse a escritora.

Para a escritora, ser mãe é mostrar para os filhos caminhos melhores e dar-lhes um acolhimento que faz de todos eles pessoas muito especiais:

Minha mãe sempre apoiou e estimulou as escolhas dos filhos. E assim colaborou com o crescimento pessoal, intelectual e artístico deles. Sempre buscou nos orientar a enfrentar tempestades, e a ver a vida como um tesouro maior. Todos nós, filhos, netos e bisnetos, temos em minha mãe um espelho em que podemos refletir o brilho dela para as nossas vidas. Agradeço a todos vocês e tenho certeza de que, onde quer que ela esteja, está muito grata por essa homenagem”, concluiu Mabel Velloso.

 

Como lembrança do evento, a servidora Roberta Penedo entregou uma orquídea à convidada do talk show do Café, Prosa e Poesia, e a filha da escritora, Ju Velloso, entregou à escritora o certificado de participação no curso. Outro ponto alto do evento foi a exibição das fotos de servidoras do TCE e do TCM com seus filhos, que muito emocionaram o público. O mestre de cerimônias, Francisco Sena, destacou o empenho das servidoras Evelynn Figueiredo (TCE/BA) e Daniele Oliveira (TCM/BA) na organização do evento.

O Coral Vozes do TCE e TCM abrilhantou o encontro, entoando as canções “Ofertório”, de Caetano Veloso; “Maria, Maria”, de Milton Nascimento, e “Eu sei que vou te amar”, de Tom Jobim e Vinícius de Morais. Regido pelo maestro Neemias Couto, o coral iniciou a manhã musical, fazendo uma bela homenagem às mães, e emocionando o público que acompanhou e participou da performance musical. Os servidores puderam ainda contemplar o clima do Recôncavo ao som do violão do músico Neto Moura, com canções de Caetano Veloso.

 

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